Relevo

O município de Mimoso do Sul insere-se na Unidade Geológica Complexo Paraíba do Sul e na Unidade Geomorfológica Patamares Escalonados do Sul Capixaba. É uma área formada a partir de movimentos tectônicos, sendo uma zona de cisalhamento, apresentando controle estrutural das morfologias. Essas últimas caracterizam-se pela ocorrência de falhas e fraturas, as quais são atacadas pelos processos advindos do intemperismo químico. (Mapa:www.geocosta.com.br/products/unidades-geomorfologicas/)

O intemperismo é um conjunto de processos combinados, químicos, físicos e/ou biológicos de desintegração e decomposição das rochas causadas por agentes geológicos diversos junto à superfície da crosta terrestre. As alterações das rochas e dos minerais ocorrem in situ com atuação da pressão e temperatura ambiente. Seus produtos são muito variáveis, sendo as rochas e minerais intemperizados a partir da sua superfície de contato para o seu interior.

No intemperismo químico destaca-se a ação da água da chuva carregada de outros elementos atmosféricos, como o CO2: ela ataca os minerais da rocha em sua superfície exposta e suas fraturas e os decompõem, dando origem a novos minerais, estáveis às condições da superfície terrestre.

No intemperismo físico destaca-se a ação das variações de temperatura, a cristalização dos sais e o congelamento da água na superfície terrestre, o que ocasiona dilatações nas rochas, que se fraturam, favorecendo a degradação por esfacelamento em blocos de rocha.

 Mimoso possui relevo de altitudes elevadas, formados por afloramentos rochosos Pré-Cambriano, topos convexos, predominantemente de litologias gnáissicas, com vertentes retilíneas, resultado do controle estrutural.(Ver mapa www.geocosta.com.br/products/mimoso-do-sul-fisico/)

 

A Sede Municipal encontra-se num vale associado a sulco estrutural. Localiza-se numa região com os aspectos geológicos diacláses, fraturas e marcas de enrugamento no relevo em grande número . A estabilidade de massas rochosas é determinada pelas descontinuidades geológicas. E a região apresenta várias descontinuidades como um grande número de diáclases, estrutura foliada, zona de cisalhamento, fratura e superfície de ruptura de queda de bloco associada à foliação. Essas características interferem, agem e causam vários processos geomórficos, inclusive “queda de blocos”.

(Foto 1: Pico dos Pontões no distrito de conceição do Muqui)

O relevo de Mimoso do Sul é rico em rochas Gnaisses granitóides bandeados, Migmatitos, Lentes, Quartzitos, Mármore e Granitos. Onde podem ser encontradas pedras preciosas como topázio, baixita e ouro fino. Possui solo argiloso em relevo montanhoso e fortemente ondulado, com 69% de seu território acima de 600m. No município podem ser encontradas grandes elevações como os Pontões, com 1.438m; Estrela Dalva, com 1.240m; Pico do Farol, com 1.125m; Peito de Moça, com 1.138m; Pedra Torre de TV, com 700m; Pedra Santa Rosa, com 600m; Belmonte, com 940m e outras elevações.

Mimoso do Sul também é cortado pela 42ª Falha Geológica brasileira. Há relatos de tremores de terra nos anos 1950 na localidade de Pastinho, no distrito de Dona América. Dentre os minerais, o municipio possui a maior reserava de baixita da região, concentrada em sua maioria no distrito de Conceição do Muqui, no extremo norte do municipio. Muitos cristais são encontrados por todo o território, sendo o mais famoso deles as Águas Marinhas. Um grande exemplo da formação geomorfológica municipal, são os saibros, que são encontrados em todo o território municipal, servindo de caracteristica de sua formação de escudos cristalinos e rochas sedimentares.

 

 TEXTO: Thiago Costa Santiliano

Clima

            Mimoso do Sul apresenta clima temperado e salubre em sua região montanhosa, e clima quente, úmido e insalubre na região baixa. As chuvas que eram abundantes em anos anteriores tem diminuido com o passar dos tempos, fruto este causado pelo forte desmatamento em seu território em todo o território Capixaba, onde cerca de 97% de sua superficie estadual se encontra antropisada (desmatada). 

            Mimoso do Sul sofre grande influência das massas de ar vindas do sul do país que são as frentes frias, causadas por Sistemas Frontais onde estes são mais frequentes entre os meses de Março - Maio. Este sistema causa chuvas de longa duração podendo ser fracas  , que vai desdes chuviscos até uma fina garoa e tambem podem ser fortes e duradouras, encharcando assim o solo, no que resulta em deslizamentos e até enchentes. Nesse período de Março - Maio ocorrem as famosas Enchentes da Goiaba, onde estas dos anos para cá, tem sido cada vez mais fortes e intensas. Em 2007 uma forte enchente causou muitos transtornos a sede municipal, denxando mais de 70% da cidade inundada. (Mapa:http://www.geocosta.com.br/products/balan%C3%A7o-hidrico/)

            No período de Junho a meados de Setembro ocorre a estação seca. É nesse período que atua o inverno no município. A seca ocorre devido a formação e atuação das zonas de Alta Pressão, que são massas de ar que sopram os ventos da atimosfera para o solo, inibindo assim a formação de nuvens de chuva. Em 2010 uma forte seca atingiu Mimoso do Sul, causando uma grande perda na produção cafeeira da região. O inverno Mimosense registram temperaturas em torno de 20°C a 11°C. Em sua região mais alta, temperaturas muito baixas já foram registradas, como é o caso da regição do Pontões onde já foram registrados 2°C e até 1°C.

            De Outubro a Fevereiro um outro sistema se torna atuante no município, os Sistemas Convectivos. Estes por sua vez são formados através de grandes massas de ar úmida vindas o oceano e por frentes frias vindas do sul que se encontram com o ar quente ( predominantes na primavera e no verão) formando assim as nuvens de tempestades, que por sua vez são fortes e intensas mas de curta duração. (Mapa:www.geocosta.com.br/products/precipita%C3%A7%C3%A3o-media-acumulada/) É nessa época que o município enfrenta grandes temporais que muitas vezes vem acompanhados de raios, vendavais e granizo. É nessa época tambem onde atuam mais os sistemas de Baixa Pressão, que são massas de ar que sopram ventos de cima para baixo, formando grandes nuvens de chuva, as Cúmulos Nimbos. No verão a temperatura no municipio varia em torno dos 34°C e 36°C, notando que frequentemente a cada verão são registrados 41°C. (Mapa:www.geocosta.com.br/products/temperatura-media-anual/).

(Foto 1: Temporal nos Pontões)

(Foto 2; Formação de Cúmulos Nimbos na Sede Municipal)

 

TEXTO: Thiago Costa Santiliano

Hidrografia

            O Município de Mimoso do Sul está inserido na bacia Hidrográfica do Rio Itabapoana que nasce na Serra do Caparaó formado através do encontro dos rios Preto e São João na divisa com o estado de Minas Gerais. A partir daí, o rio se estende por 250km servindo de fronteira entre os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo até sua foz no Oceano Atlântico. Através de rio são encontradas 5 hidrelétricas, onde a mais recente se encontra entre Mimoso do Sul e o estado do Rio de Janeiro, a PCH I Pedra do Garrafão. A hidrelétrica no lado capixaba está localizada no distrito mimosense de Dona América cortada pela ES-297, próxima a Cachoeira das Garças.

            Mimoso do Sul possui 10 bacias hidrográficas dentro de seu território são elas: bacias dos Córregos Trindade, São Sebastião, Santa Paz, Sossego, Ponto Belo, Santa Cruz, Penha e dos Rios Muqui do Sul, Preto e São Pedro.

 

            O Rio Muqui do Sul é o principal rio cortando o município de norte a sul. Sua nascente fica no Córrego das Almas na comunidades de Oriente no distrito de Conceição do Muqui. Onde de lá sai cortando o relevo acidentado de Mimoso formando vales a cachoeiras, cortando o centro da Sede até desaguar no Rio Itabapoana.

            O Rio São Pedro é o segundo principal rio do município localizado no distrito de São Pedro do Itabapoana. Sua nascente fica na serra próxima a sede distrital de São Pedro passando pelo distrito de Dona América até desaguar na PCH I Pedra do Garrafão. Serve de limites entre São Pedro - Ponte do Itabapoana e Ponte do Itabapoana - Dona América.

            O terceiro rio de Mimoso do Sul é o Rio Preto. Localiza-se no distrito de São José das Torres. Nasce na cadeia de montanhas da Serra das Torres e segue descendo  planície até o Rio Itabapoana. Serve de divisa entre o município de Mimoso do Sul e Presidente Kennedy.(Ver mapa:www.geocosta.com.br/products/bacias-hidrograficas/)

(Foto.1: Cachoeira dos Lençóis no Rio Muqui do Sul)

Rio Muqui do Sul

            Nascido no Córrego das Almas, uns dos adjacentes do Córrego Fundo na Serra das Cangalhas, o Rio Muqui do Sul brota em águas límpidas e transparentes cortando o município de Mimoso do Sul de norte a sul. Num percurso de aproximado de 48 km. No distrito de Conceição do Muqui, onde se encontra sua nascente, o rio vem cortando caminhos através do relevo montanhoso recebendo águas de vários córregos importantes do distrito, como o Córrego dos Pontões, Francisco, Santa Luzia, Rochedo e Conceição. Estes que têm um papel importante para a produção cafeeira do distrito. A aproximadamente 2 km da sede distrital de Conceição do Muqui, o Rio Muqui do Sul começa a ganhar força ao descer os 600m de altitude. Formando assim diversas corredeiras até se tornar calmo novamente a partir dos 350 m de altitude no distrito de Santo Antônio do Muqui, onde devido a topografia plana da sede distrital, várias curvas em forma de “S” podem ser avistadas.

            A aproximadamente 3 km descendo a serra, onde recebe as águas do Córrego Barra Mansa, o rio mais uma vez ganha força até atingir os 70m de altitude na sede Municipal. Antes de chegar a Sede, o viajante que segue pela ES-391 sentido Sede-Santo Antônio, avista à direita o Muqui do Sul seguindo para Mimoso do Sul, a poucos quilômetros, próximo a Fazenda Palestina avista-se o mesmo à esquerda seguindo para Santo Antônio. E, a poucos quilômetros à frente, encontra-se o rio partindo rumo a Mimoso do Sul novamente. Este fenômeno se explica devido à topografia montanhosa no percurso do rio até a Sede de Mimoso do Sul.

            Nos anos de 1950 devido à topografia em seu percurso, duas usinas hidroelétricas se instalaram no Muqui do Sul. Pois possuía grande potencial para a geração de energia que serviria para abastecer Mimoso do Sul e seus distritos. A primeira foi a Usina Aparecida, localizada no encontro do Córrego Aparecida com o Muqui do Sul, no sentido para Santo Antônio. Logo depois veio a Usina Hidro-Elétrica Rubens Rangel, a 5 km do centro de Mimoso no caminho para a BR-101. Atualmente, as duas usinas se encontram em ruínas, podendo encontrar ainda todos os maquinários, barragem, canais e tubulações que compõe as usinas.

                   

(Foto 2: À esquerda barragem no rio Muqui do Sul e à direita antiga central de turbinas da Usina Rubens Rangel)

            A partir da Usina Rubens Rangel, o Rio Muqui do Sul segue sereno através das planícies até encontrar-se com o Rio Itabapoana na divisa com o Rio de Janeiro.

Um rio navegável?

    No século XIX através as áreas do baixo Muqui do Sul, um porto era de total importância para o escoamento da produção da Fazenda Mimozo, o Porto da Prata, localizado a alguns metros abaixo onde o Córrego Pratinha se encontra com o Muqui do Sul. De lá toda a produção cafeeira e de outros produtos eram estocada em pequenas embarcações, de onde seguia através do rio até o Porto da Limeira, no Rio Itabapoana. Onde os produtos eram transferidos para embarcações a vapor até Barra do Itabapoana, de onde seguia por grandes navios através do Atlântico até a cidade do Rio de Janeiro. O Porto da Prata e o Porto de Limeira começaram a entrar em decadência depois da chegada da Estrada de Ferro Leopoldina Railway, que propiciou o transporte mais ágil da produção para outras cidades, facilitando assim o comercio local.

    Atualmente não existem mais vestígios do Porto da Prata. Porém na localidade de Inhuma podem-se encontrar alguns casarios da época e vestígios da pequena estação que fora construída na época. Já o Porto de Limeira, pode-se encontrar um povoado e alguns vestígios do antigo porto.

           Poluição, assoreamento e enchentes

             O Rio Muqui do Sul sempre foi um rio de grande importância para Mimoso do Sul. Vários relatos afirmam que anos atrás o rio era rico em várias espécies de peixes como piabinhas e piaus, águas claras e transparentes. Relata-se também que o rio possuía mais de 4m de profundidade no centro da cidade. Atualmente o rio recebe muitos resíduos como lixo e esgoto sem tratamento que tem contribuído muito para o desaparecimento de muitos peixes.

            Devido ao desmatamento nas áreas banhadas pelo Muqui do Sul e seus afluentes e o crescimento desordenado na Sede, o rio vive continuamente um severo processo de assoreamento, havendo assim um grande acúmulo de sedimentos no fundo do rio, o tornando mais raso e com águas barrentas. Hoje em dia, pode-se caminhar sobre o rio no centro de Mimoso, onde antes era impossível de chegar de uma margem a outra caminhando. Com todo esse processo de assoreamento, Mimoso do Sul tem sido atingido freqüentemente por fortes enchentes, onde em 2007 mais de 70% da cidade ficou debaixo d’água.

Outros cursos d'água

            Muitos outros córregos e rios são destacados em Mimoso do Sul dentre os mais importantes estão os Córregos Belmonte, Santa Marta, Serra, sendo este localizados na Sede; Córregos Pontões, Independência, Farol, das Flores, Santa Rosa, Santa Joana, Pratinha, Aparecida, Fundaça, Trindade, Rio Paraiso e entre outros. (Mapa:www.geocosta.com.br/products/bacias-hidrograficas-secundarias/)

 TEXTO: Thiago Costa Santiliano

Vegetação

            Mimoso do Sul está inserido no bioma brasileiro Mata Atlântica que é um bioma presente na maior parte no território brasileiro, abrangendo ainda parte do território do Paraguai e da Argentina. As florestas atlânticas são ecossistemas que apresentam árvores com folhas largas e perenes. Abriga árvores que atingem de 20 a 30 metros de altura. Há grande diversidade de epífitas, como bromélias e orquídeas.

Floresta Ombrófila Densa

               Um dos tipos de florestas encontradas no município é a Floresta Ombrófila densa, uma mata perenifólia, ou seja, sempre verde com dossel de até 50 m, com árvores emergentes de até 40 m de altura. Possui também densa vegetação arbustiva, composta por samambaias, arborescentes, bromélias e palmeiras. As trepadeiras e epífitas (bromélias e orquídeas) cactos e samambaias também são muito abundantes. Nas áreas úmidas, as vezes temporariamente encharcadas, antes da degradação do homem, ocorriam figueiras, jerivás (palmeira) e palmitos (Euterpe edulis) e a Flores. A Floresta Ombrófila corresponde em torno de 20% do território municipal. Localizada na região Nordeste de Mimoso do Sul, abrangendo parte dos distritos de São José das Torres e do distrito SEDE.

            Antes conhecida como Floresta Pluvial Tropical, tem como principais características as altas temperaturas e o alto índice de precipitação bem distribuído durante o ano, praticamente sem períodos de seca. As folhas das árvores são geralmente largas e estão sempre verdes. A Mata Atlântica, a Serra do Mar, e partes da Floresta Amazônica são exemplos de Floresta Ombrófila Densa. É chamada de Floresta Ombrófila Densa Aluvial a Mata Ciliar, ou seja, a floresta que ocorre ao longo dos cursos d’água. Existem ainda as seguintes faixas altitudinais: Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas (altitudes inferiores a 50 metros); Densa Submontana (em encostas das serras entre 50 e 500 metros de altitude); Densa Montana (em locais entre 500 e 1.000 metros de altitude) e Densa Alto – Montana (altitudes superiores a 1.000 metros). Existem outros tipos de Floresta Ombrófila:

Floresta Ombrófila Aberta - É considerada uma área de transição entre a floresta amazônica e as regiões extra- amazônicas.

Floresta Ombrófila Mista - Conhecida como Mata das Araucáias, ocorre com maior incidência nos planaltos dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e em algumas regiões dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

 

(Foto 1: Floresta Ombrófila Densa na Serra das Torres)

         Floresta Estacional Semidecidual

            Outra floresta que compõe o município é a Floresta Estacional Semidecidual. Esta possui as copas das árvores não muito altas e estando condicionada pela dupla estacionalidade climática, perde parte das folhas (20 a 50%) nos períodos secos e na deficiência dos balanços hidrícos. A Floresta Estacional Semidecidual ocupa praticamente todo o território mimosense, cerca de 80%. Atualmente é mais degradada do município. (Mapa: www.geocosta.com.br/products/vegeta%C3%A7%C3%A3o-primitiva/)

              A Floresta é constituída por fanerófitos com gemas foliares protegidas da seca por escamas (catáfilos ou pêlos), tendo folhas adultas esclerófilas ou membranáceas deciduais. Em tal tipo de vegetação, a porcentagem das árvores caducifólias, no conjunto florestal e não das espécies que perdem as folhas individualmente, é de 20 e 50%. Nas áreas tropicais, é composta por mesofanerófitos que revestem, em geral, solos areníticos distróficos. Já nas áreas subtropicais, é composta por macrofanerófitos, pois revestem solos basálticos eutróficos.

 

(Foto 2: Floresta Estacional Semidecidual na região da Bela Aurora)

Tipos de Floresta Estacional Semidecidual

             Floresta Estacional Semidecidual Aluvial: É uma formação encontrada com maior freqüência na grande depressão pantaneira mato-grossense do sul, sempre margeando os rios da bacia do rio Paraguai.

            Floresta Estacional Semidecidual das Terras Baixas: É encontrada revestindo tabuleiros do Pliopleistoceno do Grupo Barreiras, desde o sul da cidade de Natal até o norte do Estado do Rio de Janeiro, nas proximidades de Campos até as proximidades de Cabo Frio, aí já então em terreno quaternário.

            Floresta Estacional Semidecidual Submontana: Esta formação ocorre freqüentemente nas encostas interioranas das Serras da Mantiqueira e dos Órgãos, nos planaltos centrais capeados pelos arenitos Botucatu, Bauru e Caiuá dos períodos geológicos, Jurássico e Cretáceo. Distribui-se desde o Espírito Santo e sul da Bahia até o Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, sudoeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.

             Em Mimoso do Sul cerca de 87% do território municipal é antropizado, ou seja, desmatado. Desde o século XIX, as matas que eram abundantes no município foram derrubadas para darem lugar a pastos para a criação de gado e para a agricultura do café.

Nos pequenos vestígios de mata que ainda restam, podem ser encontradas grandes diversidades de aves, mamíferos, roedores, anfíbios e répteis. E também, diversos tipos de árvores e plantas como ipês, palmeiras, bambuzais, bromélias, orquídeas e entre outras. O visitante pode presenciar uma área floresta bem próximo do centro de Mimoso cerca de 3km às margens da rodovia Rubens Rangel e uma a 4km na ES-177 no caminho para a comunidade de Bela Aurora. (Mapa: www.geocosta.com.br/geomapas/mimoso-do-sul/productscbm_666357/15/)

        Em 2010 foi criado o Monumento Natural Estadual Serra das Torres, localizado no distrito de São José das Torres. Área que abriga uma das maiores biodiversidades do Espírito Santo, que vem ganhando destaque no ecoturismo sul capixaba.

 TEXTO: Thiago Costa Santiliano

Fauna

        No Município de Mimoso do Sul a fauna prevalece por todo território, onde pode-se encontrar diversas variedades de aves, mamíferos, anfíbios, répteis, roedores, inúmeros insetos e aracnídeos, peixes e seres invertebrados.  

Tipos de animais:
  • Mamíferos: Macacos, sagüis, lontras, gambás, tatus, jaguatiricas, gatos do mato; porco espinho e etc;
  • Aves: pardais, canários, corujas, gaviões, anu-branco, maritacas, periquitos, beija-flor e diversos tipos de pássaros;  
  • Roedores: ratos do mato, pacas, capivaras, esquilos;
  • Anfíbios: diversos tipos de sapos, pererecas, rãs;
  • Répteis: lagartos, lagartixas, camaleões e diversas cobras como surucucu, jararaca, coral, limpa-mato;
  • Insetos: besouros, formigas, vespas, abelhas, borboletas, joaninhas;
  • Aracnídeos: aranhas como caranguejeira, armadeira, escorpiões, lacraias e centopéias;
  • Invertebrados: lesmas, caramujos e caracóis.
  • Peixes: piáus, piabanhas, cascudos, bagres, mandi e etc. 

 TEXTO: Thiago Costa Santiliano

Altitude das serras e picos de Mimoso do Sul 

Serra do Vinagre – 870m

Pico do Farol – 930m

Serra Estrela D’Alva – 1241m

Pico Peito de Moça ou Serra da Prata – 990m

Serra da Lajinha – 430m

Monte Pratinha – 502m

Serra Bela Aurora – 550m

Morro do Sal – 437m

Belmonte ou Serra do Palmital – 1130m

Canduras – 1120m

Pedra Santa Rosa ou Serra Santa Rosa – 440m

Serra Vista Alegre – 370m

Serra Formosa ou do Sossego – 720m

Serra do Retiro – 604m

Serra Pedra Riscada – 601m

Serra da Invernada – 490m

Serra do Rochedo – 1336m

Pico dos Pontões – 1497m

Serra Santa Catarina – 810m

Serra da Torre ou Pico da Torre de TV – 700m

Serra Pão-de-Açúcar  ou Serra do Coqueiro – 902m

Serra Santa Marta – 384m

Geocosta

Deixe seu comentário